sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Meu feliz eu.

Há tantos questionamentos sobre mim. Sobre esse frio na barriga que me deu a instantes e que me dá a tão pouco. Será você ainda, o causador de tantas boas sensações? Ainda seria bom.
A falta que me faz daquele outro eu que eu te vivi, daquela outra que em mim você viveu. Foi bom, e seria novamente?! Será você?, não é você, sou eu. Esse eu que se afoga em tamanha desilusão.
Mais hei de amargar nessa tão doce fantasia, que me faz tão bem, já não era hora de enfim você voltar!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Leve com você

Natiruts

Leve com você
Só o que foi bom
Ódio e rancor
Não dão em nada, nada

Ouço aquele som
Lembro de você
Como acabou
Mas ... não tem nada não
Só guardo o que foi bom no meu coração
O amor é como o sol
Sabe como renascer
Sinto o calor
De mais um verão
Tudo ganha cor
De nada vai valer lamentar a dor
Nós temos que seguir em frente
A vida não parou
Vai ser dificil esquecer tudo o que passou
Mas são as quedas que ensinam a cultivar o nosso amor

Pensar no nosso futuro
Pensar no nosso futuro
Ser feliz

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O nascimento do prazer - de Lispector, Clarice

trecho enviado por Natasha, em Janeiro de 2009, por depoimento via Orkut.


O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere
sentir a habituada dor ao insólito prazer.
A alegria verdadeira não tem explicação possível,
não tem a possibilidade de ser compreendida -
e se parece com o início de uma perdição irrecuperável.
Esse fundir-se total é insuportavelmente bom -
como se a morte fosse o nosso bem maior e final,
só que não é a morte, é a vida incomensurável
que chega a se parecer com a grandeza da morte.
Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos -
pois é a vida nascendo. E quem não tiver força,
que antes cubra cada nervo com uma película protetora,
com uma película de morte para poder tolerar a vida.
Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor,
em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido.
Pois o prazer não é de se brincar com ele.
Ele é nós.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

mais simples da vida_

Pipas, costumava a apreciá-las mais, quando pequeno se vê o fascínio, cores, é que mais intriga a criança, mas também os adultos. Hoje por tanto olhando pro céu, me dei conta do quão verdadeiramente belas são, livres até certo ponto; para atingir bem ao alto, basta ter e dar bastante linha, há limite. de fato. Leveza, a vida nos priva dela em certo ponto, até que um dia enfim a encontramos novamente, a observar certa pipa. O objeto gracioso, ponderando-se que enfim, só se pode explorar suas feições, quando há de fato um dia belo então, que audácia e proeza, quem só sai de casa em belos dias?!, há propósito em tudo, que dirá em uma pipa. As cores as formas tudo isso moldado a um só propósito voar, atingir o mais alto ponto, embriagar-nos com seus mais belos movimentos. Enfim, eu passaria aqui, uma manhã, até mesmo um dia inteiro olhando aos céus, apreciando-as.
Ainda olho aos céus, agora, por admirar as nuvens.


CamilladPaula.